sábado, 14 de julho de 2012

1/6   SUPERAÇÃO

Apresentação
O Rancho,
A Casa do Campo, pós aposentadoria, descanso do guerreiro
Após o sonho o sofrimento, Polimento da Alma
Prática da presença de Deus, Render-se ao Supremo
Superação - Deus e a sua Presença me basta
Lidando com o sofrimento
O Câncer
A Presença do Senhor nos acompanha
A Cura
O inexplicável sofrimento dos justos
    Se eu quiser falar com Deus
     A percepção da Presença de Deus
      As Torres Gêmeas! Será que Deus é culpado?
Iluminação da Consciência
Capacidade Interior
O Cristo Interno
Sermão da Montanha
Somos sim Seres Iluminados A Parábola do Filho Pródigo
O Pai Nosso Bibliografia


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APRESENTAÇÃO


Não deveria falar de mim, de meu caminho nesta existência, todavia a fim de dizer como cheguei à sede espiritual, a busca do meu, do nosso Deus, nosso Pai, especialmente experimentar a PERCEPÇÃO DE SUA PRESENÇA, e a superação das adversidades desta vida, chegar à conclusão que o sofrimento é um grande escultor do espírito tenho que relatar alguns episódios de minha vida na infância, e juventude e mesmo na idade madura e na atual.
Peço-lhes que leiam com os olhos e coração espirituais.
Quem sou Eu (o filho do Pai): Como cristão, sigo o exemplo e os ensinamentos de uma Pessoa,
Jesus Cristo e não uma doutrina, uma religião religare (do latim). Ele sempre esteve comigo. A percepção deste fato é que me veio depois, pois Ele mesmo disse ""Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30) Assim: ""Eu Sou O Eu Sou!".
"Antes que Abraão existisse, Eu Sou." (Jo 8,58)
"E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que
houvesse mundo." (Jo 17,5) - Assim, como essência somos todos UM, eis o segredo da afirmação de Jesus: "Conhecereis A Verdade E A Verdade Vos Libertará" ( Jo 8,32 ).
Quem sou eu (O humano filho de José e Maria): nasci em 27/11/1940, em berço católico apostólico
romano, num pequeno povoado bem no centro do sertão do Ceará: Madalena, então distrito de Quixeramobim; hoje uma cidade emancipada em grande crescimento.
Lá fiz o primeiro segmento do Ensino Fundamental e em seguida, o ano de admissão ao Ginásio.
Naquela época, tinha eu 12 anos, filho de uma numerosa família de doze irmãos, da qual sou o sétimo. Nossa mãe perdera dois filhos e esperava o décimo quinto, era uma mulher que tinha por volta de 40/42 anos; verdade sim! 42 anos! E nesta sua decima quinta gestação fora dar à luz ao seu último bebê na sede do município, Quixeramobim, uma vez que lá havia um médico e Madalena distava mais ou menos a setenta quilómetros de distancia, sem recursos médicos e sem ter sequer uma farmácia; e lá vivia seu irmão, Raimundo Nonato Camelo, que era Sacerdote e Vigário, conhecido como padre Edmundo. Lá nasceu seu último filho que se chamou Gerardo, foi batizado, nasceu bem nutrido. Quando ela entrou em resguardo no sobradão Paroquial de Quixeramobim, conforme relatos de sua mãe, dona Francisquinha,
após algumas horas de transcorrido o parto, sentiu-se mal e chamou seu irmão Sacerdote:
-Edmundo me dê a EXTREMA UNÇÃO, pois eu vou morrer
Seu irmão assusta-se e pergunta:
- Que é isso Isô!
Este era seu apelido, seu nome era Maria. Foi então que Pe. Edmundo a ungiu com os santos óleos,
ministrando-lhe o Sacramento da extrema unção ( NR - como era conhecido naquela época, hoje chamado
de unção dos enfermos) e ela veio a falecer, santamente. (Tivera uma hemorragia interna ?)
Meu pai, Zé Patrício (José Patrício Nogueira) comerciante que buscara negócios até no Pará, onde contraíra a malária, alugou um Jeep e partiu para Madalena para buscar os filhos para ver pela última vez o corpo de sua mãe. Naquela ocasião eu não estava em casa, estava em casa de uma tia paterna, a saudosa tia Alzira.
Então, meu pai chega já com o Jeep lotado de menino e disse - meu filho, sua mãe morreu. -Ah meu
DEUS, Ah meu Senhor, logo agora que estimulado por ela eu Te buscava, quis rezar -O Pai Nosso, mas foi muito difícil naquela hora dizer: "Seja feita a vossa vontade" mas, lembrando o sacrifício do Senhor Jesus Cristo na Cruz: confesso Pai foram as palavras mais difíceis que já pronunciei, e as mais dolorosas que já ouvi na minha vida. Claro que tinha que superar a dor. Hoje compreendo. Lá fomos. Chegando a Quixeramobim, lá estava o corpo de minha mãe, frio, num caixão.




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Clamor geral! Encontramos nosso irmãozinho vivo, mas por sua sorte ou por ser uma alma muito
elevada, faleceu pouco antes do antes do sepultamento e foi enterrado nos braços da mãe. Após o funeral o silencio trovejou...
Todos, meus irmãos e meu pai voltaram para Madalena. Eu que era afilhado do meu tio Padre, fiquei lá em Quixeramobim, ele fundara uma escola que denominara PRÉ SEMINARIO DE QUIXERAMOBIM, Onde fui fazer o curso PRÉ SEMINARIO que equivalia ao curso de admissão ao ginásio da época. Também SACRISTÃO, abria a igreja, preparava os paramentos, batia o sino chamando o povo para a missa (eram 3 chamadas).
Em 1954 conclui o PRÉ SEMINARIO 1955 iniciei no SEMINARIO ARQUIDIOCESANO DE FORTALEZA, (onde já estudava meu irmão e amigo Francino, bastante adiantado e já quase passando para o seminário MAIOR, onde faria 3 anos de filosofia e 3 anos de teologia , realmente fez. Antes de ser iniciado - 'sacerdos in eternum secundo ordem Melquisedec', enfim, não se ordenou padre e a minha cunhada Ivete o fisgou e hoje é o Vovô Francino, pai do Drs. Marcio e Marcelo e da princesa Marisa como ele chama....
Em 1955 dezembro férias em Madalena recebi uma carta do meu padrinho e da minha madrinha que era a minha Vó e que me mantinham no Seminário, avisando-me que não podiam me manter no seminário ou talvez movidos pela visão da necessidade de eu contribuir com os suprimentos da família, pois na época eu era o mais velho lá, pois os mais velhos estavam no Rio. Assim fiquei um ano somente no seminário e saí para ajudar em casa. Tirei a batina, naquela época se usava sempre, era a única vestimenta. E lá fui eu à vida profana.
Meu tio e padrinho ainda me chamou a QUIXERAMOBIM 30/40 dias depois e me disse que o Padre Tomé lhe escrevera dizendo que eu seria um bom padre.
Eu:- Quero mais não tio, estou chumbado. - Chumbado é quando você recebe uma flechada do olhar de uma menina e seu coração bate mais rápido e devolve o flerte. Assim, acabou o futuro deste que seria o padre...
Meu pai, nunca gozou de boa saúde, dizia ele que os remédios para malária QUININO, adquirida no PARÀ minaram a sua saúde e com aquele monte de crianças e a dureza da viuvez, para ser mais sucinto: falece Em Madalena, à míngua, ainda saí fui a Boa Viagem num caminhão alugado com motorista ,em busca de socorro médico, mas não achei. E aqui eu pergunto: Onde? - Onde estará meu bom José onde estará com sua Maria?‖... DEUS os tenha na mansão dos justos.
Eu fazia tudo: cortava LENHA, um dia o machado cortou o meu pé, feio. Borra de café estanca o sangue, devo minha vida ao Antônio Macena que me achou, me esvaindo em sangue e me levou nas costas pra nossa casa, longe... Disto falarei com detalhe no PAI NOSSO. Buscava água nas cacimbas onde minava aguazinha no fundo da areia do rio seco, no jumento com quatro canecos de madeira de vinte litros e enchia o pote.
Uma das minhas atribuições era levar o gado para beber água uma vez por dia mais ou menos 8/10 km, légua e meia. O gado bebia também num poço rampado que os criadores fizeram no meio da calha do rio seco, a água ficava com o aspecto esverdeado mesmo, os animais enchiam a barriga uma vez por dia e eu levava de volta para comer resto de capim seco ou palha de milho seca.
Certo dia eu trouxe e levei o gado sozinho de volta e ao voltar pra casa tive uma das piores sensações a sede, me perdi. Talvez desidratado e não sabia onde estava, para minha sorte, areado e sedento, enxerguei uma casa, depois de quase anoitecer, minha visão já estava desfocada e a sequidão me deixou desnorteado totalmente. Graças! Era uma casinha mesmo e não uma miragem e consegui lá chegar, a dona da casa carinhosamente foi me dando água as xicrinhas, porque eu queria beber o pote todo de uma vez e ela me disse que eu morreria se assim fizesse... Dona Francisquinha do Sr. Sebastião de Pinho, salvou-me a vida... Mais uma vez naquelas paragens.



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Fui também apanhador de algodão por quilo. No fim do dia, o dono pesava e eu recebia o
pagamento. Trabalhava por dia, limpava mato. Acho que pelas adversidades, o PAI ainda me deu um presente, uma lição, a este TOMÉ.
Naqueles dias após a partida de minha mãe, eu roguei ao PAI que me levasse para a dimensão seguinte e ELE misericordioso me permitiu um "test drive" do que seria a outra vida, que eu tanto duvidava que existisse. Outrora chamariam de louco a quem relatasse. DEUS é amor, a pena do pecado é o próprio pecado. Não caia no pecado porque DEUS vai lhe castigar, o castigo é o afastamento do nosso Criador.
Comigo aconteceu a maior oportunidade de conhecer como pode ser a dimensão seguinte a este temporário estagio e desde aquela experiência Lá atrás já relatei cortando lenha rachei feio o pé com machado‖ parando a hemorragia com borra de café, o pé inchou muito e já indicava má circulação e o risco de gangrena. Dr. Joaquim Fernandes me receitou injeções de penicilina, Vizinho ao sobrado paroquial uma senhora chamada Elsa, me sentou numa cadeira alta e aplicou a injeção. No livro Vida depois da vida‖ são relatados vários casos, entre adultos, crianças, e em 90% dos casos falam de um túnel em que atravessam.
Relato, hoje, sem nenhuma razão para distorcer os fatos, o que fui, o que vi, o que passei: Quando recebi a injeção que era um pó branco, ela colocou na seringa, sacudiu para mistura e aplicou; uma ribalta muito colorida, é como sei dizer, passou a uma velocidade muito grande e o que veio a seguir foi uma coisa indizível: Uma bola de um luz azul brilhante, fosforescente, numa tonalidade muito linda, não muito grande e ultrapassava o canto da sala e eu fazia parte dela, lá ficamos. mesmo assim mantinha a minha consciência individual.
Vi meu corpo de menino caído no chão, a senhora Elsa chorava e se acusava matei o menino e passava álcool nos meus pulsos (isso eu via lá do alto). A Memória que ficou é tão grande que hoje sou capaz de dizer todos os detalhes, inclusive os minúsculos: como um grão de areia, a diferença na
tonalidade do tijolo do piso da casa ainda sou capaz de dizer tudo o que havia naquela casa, HOJE...
O Mesmo Dr. Joaquim Fernandes que vinha da sua fazenda, fez o teste da pupila e ela dilatou e então ele declarou que (eu) estava com vida.
Num dado momento perdi o uso da CONSCIENCIA e quando vi, estava num trem Maria Fumaça , já quase chegando a Fortaleza.
Nunca tinha contado isso para ninguém embora depois de voltar a este corpo, me informaram que eu não respirava, coração não batia, e até mandaram fazer o caixão para o enterro, pois lá em QUIXERAMOBIM não tinha funerária com caixão pronto.
O meu irmão e amigo (Francino) numa das vezes que estive em FORTALEZA, com certo ar de
descrença, me indagou: Porque só agora você fala disso, por que não disse na ocasião?
Tintino, meu querido Amigo, colega e irmão de fé camarada, hoje tentei relatar ,mas eu não disse o que se passou , veja que DEUS é indefinível e a experiência é muito diferente de tudo que conhecemos aqui na terra . tanto que a partir daquele fato passei a perceber coisas que jamais soubera, a minha intuição ficou aguçada . e acho que passei a ter uma ficou aguçada . e acho que passei a ter uma sensibilidade muito
maior. Concluí a prevalência do espírito sobre a matéria e a minha evolução espiritual neste planeta.
Relato este acontecimento à bem da fé, e ratificando o que Jesus disse: "EU e o Pai somos UM" (Jo 10,30) Um possível encontro com DEUS, com CRISTO. Sei que a partir daquele dia havia comigo algo
que eu não tinha, houve um insight !!!
O livro do Eclesiastes nos ensina mais:
Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. Tempo de
nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher a planta. Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar... E assim por diante.


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Considero o tempo último de vida do paciente o tempo de se reconciliar, o tempo de perdoar, o
tempo de se preparar, o tempo de se render. O doente tem este tempo que devemos considerar uma dádiva. É um tempo que não é como um freio acionado bruscamente que leva o automóvel a se desgovernar, mas um freio acionado aos poucos, prevendo o que sucede à frente, para que se possa levar o automóvel controladamente, se é que me permitem a imagem inusitada. Reafirmo que o bem morrer depende de que o homem possa fazer a passagem serena entre o ter sede e o sentir-se realizado, render-se à sua biografia, apaziguá-la, consumá-la. O doente tem a chance de fazer esta passagem.
O médico não deve, esgotando todas as chances de cura, lavar as mãos e anunciar que somente resta esperar. Muito mais do que isso, ele deve ser o agente da promoção do cuidado com o paciente no seu todo: ser aquele que estimula todos os envolvidos, no tempo que resta ao doente, a participarem positiva e ativamente no processo. A omissão do médico, em nome de uma ética um tanto quanto discutível, apesar de polida, pode ser sinal de sua fraqueza interior. A educação formal institucional das escolas de medicina deveria atender à necessidade dos estudantes em tornarem-nos mais aptos ao confronto com a morte.
Estou informado que existe a tendência na construção de novos hospitais ou alas dos mesmos, em possibilitar que cada quarto possa facilmente transformar-se em um quarto de terapia intensiva. O fator econômico é o grande limitador deste processo, porém vejo com esperança e alegria que este tipo de tendência já é um bom fruto da percepção dos médicos sobre as limitações e/ou prejuízos que a UTI tradicional pode impor sobre o doente terminal, além de ser uma luz para um novo tipo de
comportamento dos profissionais da saúde quanto ao drama humano envolvido nos processos terminais.
Vivemos em um mundo que nega a morte, vivemos drogados fantasiando a nossa imortalidade. Essa fantasia ou obscurecimento surdo do tema morte tem como bom efeito a construção da vida, porém causa desespero quando sai da sombra ruidosamente. Ninguém está perfeitamente preparado para o seu fim, mas o quanto mais auxiliarmos aos outros nesta passagem, nesta Páscoa da morte para a vida, mais cresceremos interiormente e os nossos dons e nossos frutos serão abundantes e poderemos encarar, na nossa própria passagem, a consumação de uma existência bem vivida, uma existência que fez sentido porque construímos um legado de amor indestrutível junto ao nosso próximo sofredor. O sofrimento quebranta, conduz à dependência, deixa o indivíduo mais humano e mais espiritual, mais filho, mais amável e muito mais sensível.
Por meio do sofrimento Deus nos ensina como Pai, de forma calorosa e carinhosa coisas maravilhosas. O sofrimento nos leva para mais perto de Deus, nos desafiando a confiar mais e nos permite ter experiências para ajudarmos os outros quando passarem por seus desertos ( CFr 2Co 1.3-11; Dt 2.7).
-O sofrimento precisa ser visto como um teste que produz uma série de coisas inclusive a esperança (Cfr. Rm 5.3-4).
-O sofrimento exerce a função de lapidar o ser humano, fazendo-o mais voltado para sua realidade. É semelhante ao fogo que serve para lapidar os metais, viabilizando o surgimento de uma joia preciosa ( Cfr. 1Pe 1.7).
O sofrimento nos traz mais lucro do que prejuízo, se aquele que sofre confia no Senhor e tem convicção de que ninguém vai além do que pode suportar. Nenhum salvo deve ficar impactado de modo excessivo, nem atônito como sofrimento (1Pe 4.12), mas deve permanecer inabalável diante dele (1Ts3.2,3), suportando qualquer ultraje (1Pe 2.18-23), certo de que há uma recompensa, a glória que em nós há de ser revelada (Rm 8.18).
É preciso suportar com galhardia toda e qualquer provação (Tg 1.12). O salvo tem alegria espiritual, ainda que o seu momento não seja o mais agradável. Ele vive por fé e sabe em quem tem crido, confia que Este é poderoso para guardar a sua vida até o dia final (1Pe 1.10,11; 1.6,7; 5.1; 4.13; Mt 5.12; At 5.41; Hb 12.2; 1Ts 1.6).


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Não é falsa a declaração de que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus
(Rm8.28). Precisamos crer assim. Deus está no controle de todas as coisas e não permitirá que soframos além do que possamos suportar.
Assim como o salmista, temos de entender que - o Senhor firma os passos do homem de cujo caminho se agrada; ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor segura-lhe a mão (Sl 37.23,24) e testemunhar que nunca vimos o justo desamparado, nem seus descendentes a mendigar o pão (Sl 37.25). Na certeza de que Deus está no controle de tudo, também devemos procurar aprender mesmo diante do sofrimento.
Cada crise que passamos pode ser uma oportunidade, no mínimo para saber como não proceder
numa outra ocasião semelhante. (Jo 9,1-15; Gn 3,1-8; Jó 1,13-22; Jó 42,1-5; 2Cor 1,3-7; Jo 16,33 Sl
34,19)
O centro de todo homem, aqui na terra é o seu EU espiritual, a sua alma e o seu DEUS interno.
Mas esse Deus interno no homem se acha, de início. Em estado embrionário, meramente potencial. Para desenvolver esse embrião Divino, deve o homem atualizar o que é apenas potencial - e isto requer esforço, luta sofrimento.
Em muitos casos, o sofrimento ou insucesso social, impede a frustração e promove a realização
existencial. Isto depende da atitude que o homem assumir em face do sofrimento:

Há entre os sofredores 3 classes :
1. Os revoltados
Os revoltados assumem atitude negativa em face do sofrimento, que, por isto, os leva a frustração.
2. Os resignados
Os Resignados assumem atitude de estoicismo passivo, toleram em silencio o inevitável
estes nem se realizam, nem se frustram pelo sofrimento, mas ficam numa estagnação neutra
3. Os regenerados
Os regenerados assumem uma atitude positiva em face do sofrimento, servindo-se dele para sua
purificação e amadurecimento espiritual. Para estes o sofrer embora doloroso, conduz a libertação das
exterioridades e, portanto a felicidade. **


Houve uma seca no Ceará muito grande e foi formada uma frente de flagelados para reparar a estrada carroçável entre Madalena e Quixeramobim, me inscrevi, fizemos grupos que tinha um
cozinheiro, jogava tudo de uma vez na panela e, vamos gororoba! Dormíamos a semana inteira nas redes nos matos secos de um pau para outro, nas redes e no final de semana voltamos a Madalena para levar dinheiro para a família e tomar 1 conhaque de alcatrão de São da Barra na Bodega.
Por fim fui trabalhar no escritório da FAZENDA TEOTÔNIO, no escritório, pagava todos os dias com a moeda feita na fazenda, em gráfica, valores de mesmo valor da moeda nacional a mais ou menos quatrocentas pessoas que trabalhavam na agropecuária. E na fabrica de beneficiar algodão, extrair o óleo de algodão que era enviado para Santos São Paulo, a fazenda era um Era um Oásis, tinha todas as frutas, tomate, criavam porcos e industrializavam, tinham um grande açude e também criavam peixes Melhor época da minha vida. Este emprego quem me arranjou foi o Raimundo Albuquerque de Pinho que mora no lago sul em Brasília, ele conta no seu livro EVANGELISAR no capítulo XXIII, um pedaço da minha estória.
Manoel o nosso irmão mais velho morava no Rio de Janeiro, e indo de férias ver a família, me convidou para vir para o Rio, pedi demissão e o nosso saudoso Sr. Plínio Câmara ainda tentou me dissuadir da minha decisão, me deram uma indenização com que comprei minha passagem e ainda



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fiquei com troco e pegamos o velho avião hélice, no dia seguinte pousamos no velho Galeão Rio, tendo
dormido em Recife.
Rio de Janeiro: menor, sem documentos, trouxe apenas a certidão de nascimento em papel jornal sem timbre e mais nada do Ceará. Aqui fomos morar num porão da casa do Silvino, português amigo, sua esposa tinha uma pensão e fui indo.
Parece que o Rio de Janeiro era mais frio que hoje e eu não tinha um agasalho. Contraí todas as doenças de criança não vacinada, sarampo, catapora, papeira (Caxumba), gripes e resfriados perdi a conta.
Naquele tempo não se conseguia emprego sem a situação militar resolvida, tinha que ter o certificado de reservista. Tinha que fazer o alistamento militar e raramente os tipo altos eram dispensados de prestar o serviço militar, e fiquei aguardando. Voltando na Circunscrição de Recrutamento informaram-me que eu ia servir no Batalhão de Guardas e que provavelmente iria para Brasília na mudança para a nova capital, aguarde! .
Fui para uma firma que alugava homens para mão de obra braçal para a LIGHT sem carteira
assinada. Consegui através de amizade, dispensa do Exército, jurei bandeira, entrei para A LIGHT trabalhei 11 anos, fui desde trabalhador braçal, na rua, quebrando asfalto nas situações mais adversas e eu como não tinha experiência fiquei 2 anos e 6 meses com problemas na coluna lombar, para toda vida e mais tarde na cervical, Fiz todos os tratamentos possíveis ate que dois médicos que me permito não citar seus nomes, um neuro cirurgião muito famoso declarou: -Não tem cirurgia, faça de conta que tem 95 anos! E o segundo me tratou e aí eu já casado falou na frente da minha esposa que eu não era mais para está andando, considerando este pelas ressonâncias que era um (Milagre, digo eu) para ele admiração. Este hoje um grande amigo.
Mecânico das bombas, pois estava lotado na divisão do sistema subterrâneo, sempre estudando a
noite oito anos Eletrotécnica, Transmissão e Distribuição saí em 31/12/1969 como supervisor técnico eletricista de alta tensão.
Dois dias depois estava empregado na DELLE ALSTHOM como eletrotécnico e vendedor, assessor técnico em concorrência pública, tudo ia muito bem; aí vieram os velhos problemas de coluna, fiquei em casa imobilizado com colete, pedi demissão e fui trabalhar dentro das minhas possibilidades físicas com meu irmão Manoel, vendendo automóveis usados.
Problema na saúde, mesmo assim o PAI estava comigo, tive três cânceres depois dos 61 anos - radioterapia, quimioterapia, cirurgia um rim e intestino, todos sanados na medicina e com muita fé. Tratei-me por um período de sete anos... Tudo isto para mostrar a bondade do PAI com este filho pródigo e porque comecei a pesquisar o DEUS que habita em todos nós e tirar as minhas conclusões espirituais sobre este estagio terreno desta consciência, alma ou espírito. Hoje vitima de um infarto, aguardo cirurgia da válvula mitral, (coração) mas com muita fé, sem temer a ilusão da morte.
Missão cumprida como um humano! Três filhos maravilhosos, meus netos, minha esposa - 39 anos de casado, agradeço ao PAI, à família a você que teve a paciência de ler esta introdução e todos os amigos. Como, cristão procuro nesta busca o crescimento espiritual frente à dor, seguir Jesus Cristo nosso Salvador, suas Palavras e seu Exemplo, imitando-O e amando-O e como ele disse na cruz; Seja feita a vossa vontade Pai.
Como ser humano tenho a certeza da prevalência do espírito sobre a matéria, tenho a certeza de que sou em espírito criado imortal, vivendo uma experiência humana e não um humano vivendo uma experiência espiritual e pelas afirmações de Jesus no Evangelho a consciência da Presença de Deus em mim, seguindo as palavras do Mestre: "Eu e o Pai somo Um", confirmando que Deus habita em todos
nós e portanto somos todos um, a minha união com DEUS me faz unido com todo ser e ideia espiritual.

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